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Emmanuel Nassar retorna a Belém com exposição no Centro Cultural Bienal das Amazônias

O Centro Cultural Bienal das Amazônias reabriu e trouxe ao público a exposição "Meu Tema Sou Eu", do artista plástico paraense Emmanuel Nassar, nesta quinta-feira (12), em Belém. Com curadoria de Vânia Leal, a mostra reúne cerca de 55 obras que atravessam diferentes fases da trajetória de Nassar e revelam as muitas influências que formam seu universo visual. 

Das feiras e ruas de Belém às cores do circo, dos parques de diversão e das publicidades populares que habitam o imaginário urbano, a mostra reúne obras que pertencem a colecionadores paraenses, que preservaram e acompanharam o trabalho do artista ao longo de décadas. 

“Eu tenho muito prazer em reencontrar o público da minha cidade numa mostra tão grande, tão bem feita e esse é um espaço muito bom para fazer isso. Esse é um grande momento para mim porque eu morei muito tempo em São Paulo e há cinco anos estou de volta na cidade, é um momento de reencontro com a cidade. Além disso, a exposição também tem um caráter de reencontro porque metade delas são obras de colecionadores da cidade, que adquiriram essas obras na década de 80, 90. Então é um momento em que eu vou reencontrar muitos amigos aqui que são os colecionadores dessas obras. Estou muito feliz”, compartilhou Emmanuel Nassar.

O artista plástico ainda explicou o conceito por trás do nome da exposição. “O tema da exposição é uma resposta para uma pergunta que recebo frequente: ‘qual é o tema do seu trabalho?’. Não é uma coisa externa a mim, é uma coisa interna. Então, aquilo que parece ser referência da cultura popular, com muitas informações, são na verdade aquilo que contribui para a minha personalidade, aquele quebra-cabeça da personalidade que eu construí com as experiências de várias referências. Então, no fundo, o tema não é a Amazônia, nem a Feira, o tema sou eu, a maneira como eu olho pra isso desde a infância”, disse Nassar.

Mais do que uma exposição, "Meu Tema Sou Eu" marca o reencontro de Belém com Emannuel Nassar, um artista fundamental para a arte contemporânea brasileira. Reconhecido nacional e internacionalmente, o artista plástico retorna ao CCBA após forte presença recente no circuito cultural local. Em 2023, participou da primeira edição da Bienal das Amazônias e, em 2024, lançou uma monografia dedicada à sua trajetória e apresentou a instalação 18 Chapas, ampliando o acesso do público à sua produção.

No CCBA, o público pode apreciar, até 30 de junho, obras das décadas de 1980 e 1990, além de trabalhos recentes e instalações emblemáticas, como as chapas metálicas da série 18 Chapas, bandeiras inspiradas em Brasil em Chamas (1998), a Pirâmide de Tambores, o Carrinho Amarelo e a instalação Lataria Espacial (2022).

Segundo Vânia Leal, diretora artística e educacional do Centro Cultural Bienal das Amazônias (CCBA) e curadora da exposição “Meu Tema Sou Eu”, o público certamente será impactado. “Quando eu faço uma curadoria, eu penso muito no olhar do público. Porque eu venho desse lugar. Eu gosto de pensar como o público vai se relacionar. E eu tenho a impressão de que quando o público pode entrar aqui e se encantar com essa mostra, que é maravilhosa. O público vai poder viajar, interagir com as obras. Tudo foi pensado, inclusive as posições. Tem escultura, pintura, instalações, pinturas bidimensionais, então essa linguagem vai brincar muito com o olhar do público, que vai se deparar com essa riqueza de formas, cores, tudo muito conectado, muito conversado”, destacou.