Sete em cada dez adolescentes dormem menos do que o necessário, segundo pesquisa publicada na revista científica Jama. Mais de 120 mil jovens foram entrevistados para o estudo que acende um alerta para os efeitos da privação de sono, que incluem irritabilidade, dificuldade de aprendizagem, alterações hormonais e maior risco de obesidade.
Em entrevista ao podcast Bem-Estar, do G1, especialistas em sono explicaram que o problema resulta de fatores biológicos e comportamentais. Na adolescência, há uma tendência natural de dormir e acordar mais tarde, mas a rotina escolar e compromissos matinais levam muitos jovens a dormir tarde e acordar cedo, gerando um déficit crônico de sono.
O sono é regulado por dois mecanismos: o fator homeostático, ligado ao cansaço acumulado ao longo do dia, e o fator circadiano, responsável pelo relógio biológico. A exposição a telas à noite interfere na produção de melatonina, hormônio que induz o sono, dificultando o descanso.
Segundo especialistas, dormir é essencial para o funcionamento do organismo, assim como se alimentar e respirar. Durante o sono, o corpo repara células, produz hormônios, como os de crescimento, regula o metabolismo e consolida o aprendizado. Na adolescência, a falta de sono pode intensificar a instabilidade emocional e aumentar o risco de transtornos mentais, como depressão e transtorno bipolar.
A privação de sono também afeta o apetite, provocando desequilíbrio entre os hormônios grelina, que aumenta a fome, e leptina, que promove saciedade. Isso pode levar ao aumento da ingestão de alimentos e ao ganho de peso.
A recomendação é que os adolescentes durmam, em média, cerca de 9 horas por noite, podendo variar entre 8 e 10 horas. O sono é dividido em fases: o sono não REM, mais profundo e ligado à produção do hormônio do crescimento, e o sono REM, associado aos sonhos e à consolidação da memória. Dormir menos compromete principalmente o sono REM, essencial para o aprendizado.
Um comportamento comum entre adolescentes é o chamado “jet lag social”, quando dormem pouco durante a semana e compensam no fim de semana. Esse padrão desregula o relógio biológico e mantém o ciclo de privação de sono.
O uso do celular à noite é apontado como o principal fator prejudicial, tanto pela luz quanto pelo estímulo dos aplicativos. Outros fatores incluem consumo de cafeína à noite, atividade física noturna e falta de rotina.
Para melhorar o sono, a recomendação é manter horários regulares, evitar telas antes de dormir, reduzir estímulos à noite, tomar sol pela manhã e garantir um ambiente adequado no quarto. O papel dos pais é considerado fundamental na criação de regras e na definição de limites.
Problemas persistentes devem ser avaliados por um médico. Entre os principais distúrbios estão insônia e apneia do sono, que podem ser tratados, em geral, com mudanças de hábitos.

Comentários
Neal Adams
July 21, 2022 at 8:24 pmGeeza show off show off pick your nose and blow off the BBC lavatory a blinding shot cack spend a penny bugger all mate brolly.
ReplyJim Séchen
July 21, 2022 at 10:44 pmThe little rotter my good sir faff about Charles bamboozled I such a fibber tomfoolery at public school.
ReplyJustin Case
July 21, 2022 at 17:44 pmThe little rotter my good sir faff about Charles bamboozled I such a fibber tomfoolery at public school.
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