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Pet friendly: entenda o que torna um estabelecimento realmente preparado para receber animais

Para quem considera o pet parte da família, encontrar lugares onde ele possa acompanhar a rotina deixou de ser apenas uma comodidade e passou a fazer parte da escolha de hotéis, restaurantes, cafés e espaços de lazer. Nesse contexto, a expressão “pet friendly” ganhou espaço no dia a dia e passou a identificar estabelecimentos que recebem animais domésticos.

O termo, de origem norte-americana, significa “amigo dos animais” e é usado para indicar locais que permitem a presença de cães, gatos e, em alguns casos, outros pets. Mas existe uma diferença entre simplesmente aceitar a entrada de um animal e oferecer uma estrutura realmente preparada para recebê-lo.

O que caracteriza um espaço pet friendly?

Um estabelecimento pet friendly deve considerar as necessidades dos animais e de seus tutores. Segundo o site Pet Love, dependendo do tipo de negócio, isso pode incluir pontos com água fresca, saquinhos e lixeiras para descarte de fezes, ganchos para coleiras, áreas externas e espaços específicos para os pets.

Alguns locais também oferecem serviços adicionais, como kits de boas-vindas, cardápios específicos, áreas de lazer, banho e tosa e parcerias com clínicas veterinárias.

A estrutura, porém, varia de acordo com o estabelecimento. Restaurantes, bares e padarias, por exemplo, precisam seguir regras relacionadas à higiene e ao preparo de alimentos. Por isso, a presença de animais costuma ser permitida em áreas externas ou espaços delimitados.

Onde é possível levar o pet?

A expansão do conceito já alcança diferentes segmentos. Hotéis e pousadas oferecem hospedagem para famílias que viajam acompanhadas dos animais, enquanto hotéis fazenda e resorts podem contar com áreas externas e espaços de lazer.

Restaurantes, bares, cafeterias e pizzarias também aparecem entre as opções, geralmente com ambientes externos preparados para receber os pets. Em alguns casos, há ainda água, petiscos, caminhas e até opções de alimentação específicas para os animais.

Shoppings e parques são outras alternativas para quem busca passeios com cães. Alguns empreendimentos contam com espaços exclusivos, como os chamados pet parks ou cachorródromos, onde os animais podem brincar e socializar.

Há ainda experiências mais específicas, como sessões de cinema adaptadas para receber tutores acompanhados de seus cães e cafeterias voltadas ao público que gosta de gatos.

Aceitar animais é diferente de ser pet friendly

A popularização do termo também trouxe uma questão importante: nem todo estabelecimento que permite a entrada de pets oferece, necessariamente, uma experiência adequada para eles.

Como explica o site Pet Love, um local pode aceitar cães, por exemplo, mas exigir que permaneçam apenas no colo ou restringir sua circulação às áreas comuns. Já um ambiente verdadeiramente pet friendly procura conciliar a presença dos animais com condições mínimas de conforto, segurança e bem-estar.

O movimento acompanha uma realidade cada vez mais presente nos lares brasileiros. Dados do IBGE citados no levantamento apontam que 33,8 milhões de lares tinham ao menos um cão e 14,1 milhões, ao menos um gato em 2019. Segundo pesquisa da Opinion Box sobre o mercado pet, 48% dos entrevistados já deixaram de frequentar algum lugar porque não poderiam levar o animal.

Passeios também ajudam na socialização

Além de ampliar as possibilidades de lazer, frequentar ambientes adequados pode contribuir para a socialização dos pets. O contato gradual com diferentes pessoas, animais, sons e espaços oferece novos estímulos, especialmente para filhotes.

Mas cada animal tem seu próprio nível de adaptação. Cães reativos ou que demonstram desconforto diante de muitas pessoas e outros animais podem não se beneficiar de ambientes movimentados. Nesses casos, a adaptação deve acontecer aos poucos, começando por locais mais tranquilos.

Para os gatos, o cuidado precisa ser ainda maior. Felinos que não estão acostumados a sair de casa ou a usar coleira podem sofrer com o excesso de estímulos. Nesses casos, permanecer em um ambiente familiar pode ser mais confortável.

Pesquise antes de sair de casa

Antes de escolher um destino, vale confirmar quais são as regras do estabelecimento, se há áreas específicas para os pets e quais condições são oferecidas. Locais muito cheios, barulhentos ou apertados podem causar desconforto, mesmo quando são anunciados como pet friendly.

Também é importante manter a segurança durante todo o passeio. Em ambientes com possíveis rotas de fuga, o animal deve permanecer na guia, e a circulação precisa respeitar as regras do local.

Mais do que uma etiqueta utilizada por hotéis, restaurantes, shoppings e espaços de lazer, o conceito pet friendly acompanha uma mudança na relação entre tutores e animais. Quando há estrutura, respeito às regras e atenção ao comportamento de cada pet, os passeios podem se tornar uma experiência compartilhada para toda a família.


Foto de capa: Reprodução Guia Pet friendly