O tênis feminino alcançou um marco inédito no ranking financeiro da Forbes. Pela primeira vez, as mulheres são maioria entre os dez tenistas mais bem pagos do mundo. Em 2026, seis atletas aparecem entre os dez primeiros colocados, enquanto os homens ocupam as outras quatro posições.
O movimento ganhou força com o retorno de Serena Williams às quadras após quase quatro anos afastada. Aos 44 anos, a americana aparece em terceiro lugar no ranking geral, com ganhos estimados em US$ 40,1 milhões nos últimos 12 meses, atrás apenas de Jannik Sinner e Carlos Alcaraz.
A presença da americana também elevou o valor necessário para entrar no top 10. O corte ficou em US$ 17,4 milhões, marca alcançada por Elena Rybakina, que ocupa a décima posição.
O resultado, porém, não significa que homens e mulheres tenham alcançado igualdade financeira no tênis. Apesar de os quatro torneios de Grand Slam oferecerem premiações iguais para campeões e campeãs, a diferença permanece em competições menores e também nos contratos comerciais.
Abaixo, veja quem são as tenistas mais bem pagas de 2026:
1. Serena Williams (3ª no ranking geral)
US$ 40,1 milhões | US$ 0,1 milhão em quadra | US$ 40 milhões fora de quadra
Depois de quase quatro anos afastada, Serena voltou a competir em junho. Desde então, disputou duplas em três torneios e participa nesta semana da chave de duplas mistas do US Open ao lado de Carlos Alcaraz.
Fora das quadras, a americana mantém negócios por meio da Serena Ventures e contratos com grandes marcas. A Forbes estima seu patrimônio em US$ 400 milhões.
2. Aryna Sabalenka (4ª no ranking geral)
US$ 36,1 milhões | US$ 13,1 milhões em quadra | US$ 23 milhões fora de quadra
Líder do ranking da WTA há quase dois anos, Sabalenka venceu três torneios em 2026: Miami, Indian Wells e Brisbane. Fora das quadras, ampliou sua carteira de patrocinadores, com marcas como Emirates, Material Good e Stella Artois.
3. Coco Gauff (5ª no ranking geral)
US$ 35,5 milhões | US$ 7,5 milhões em quadra | US$ 28 milhões fora de quadra
Aos 22 anos, Gauff chega ao US Open após boas campanhas em Wimbledon e no Aberto do Canadá, além do título em Cincinnati. A americana mantém contratos com mais de dez marcas e também passou a atuar como produtora executiva em projetos documentais ligados ao tênis.
4. Qinwen Zheng (7ª no ranking geral)
US$ 22,6 milhões | US$ 0,6 milhão em quadra | US$ 22 milhões fora de quadra
Após uma cirurgia no cotovelo em 2025, Zheng ainda busca recuperar a forma que a levou ao ouro olímpico em Paris. Mesmo com a queda no ranking, a chinesa mantém forte presença comercial no país, com contratos com empresas como Alipay, Chagee, Yili Group, Turkish Airlines e Qwen.
5. Iga Swiatek (8ª no ranking geral)
US$ 20,5 milhões | US$ 5,5 milhões em quadra | US$ 15 milhões fora de quadra
Dona de seis títulos de Grand Slam, Swiatek conquistou o Aberto do Canadá neste mês e chegou a 12 troféus em torneios Masters 1000, a apenas um do recorde de Serena Williams. A polonesa tem contratos com marcas como Coach, On e Oral-B.
6. Elena Rybakina (10ª no ranking gera)
US$ 17,4 milhões | US$ 11,4 milhões em quadra | US$ 6 milhões fora de quadra
Rybakina começou 2026 com o título do Australian Open, depois de vencer Aryna Sabalenka na decisão. A cazaque busca agora o terceiro Grand Slam da carreira no US Open, torneio em que nunca passou da quarta rodada.
Como a Forbes calcula o ranking
O levantamento considera os ganhos dos atletas nos 12 meses anteriores ao US Open de 2026, incluindo premiações e outros pagamentos relacionados às competições. Para os valores fora das quadras, a Forbes considera contratos de patrocínio, licenciamento, colecionáveis, participações em eventos e jogos de exibição, além dos resultados de negócios nos quais os atletas tenham participação relevante.
Os valores em quadra são arredondados para os US$ 100 mil mais próximos, enquanto os ganhos comerciais são estimados em milhões de dólares. A lista considera apenas atletas que estiveram ativos durante o período analisado. Rendimentos provenientes de investimentos, como juros e dividendos, não entram no cálculo, mas lucros obtidos com a venda de participações acionárias são considerados.
