Tendência nas redes sociais, os adesivos para espinha ganharam espaço nas rotinas de skincare como uma alternativa prática para cuidar de lesões pontuais e evitar que a pele seja manipulada. Em formatos de estrela, coração e modelos transparentes, os patches conquistaram lugar no dia a dia de muitas pessoas. Por trás do visual, porém, existe uma tecnologia desenvolvida originalmente para curativos de feridas e que pode ajudar em alguns casos de acne, dependendo do tipo de lesão e da composição do adesico.
Nem todo adesivo tem a mesma função
Embora o hidrocoloide seja a base dos patches, alguns produtos recebem outros ativos que ampliam a proposta de tratamento. Entre eles estão a niacinamida, associada à ação anti-inflamatória e ao controle da oleosidade, e o ácido salicílico, que possui ação queratolítica e pode ajudar na desobstrução dos poros.
Há ainda produtos com ingredientes como peptídeos, PDRN e vitamina C, voltados principalmente para a recuperação da pele e a prevenção de marcas.
Por isso, a escolha deve considerar o objetivo. Um adesivo para uma espinha inflamada pode ter uma composição diferente daquele pensado para auxiliar na recuperação da pele depois que a lesão desaparece.
O patch serve para todos os tipos de acne?
Apesar da praticidade, os adesivos têm limitações. Segundo a dermatologistas, eles não são indicados para todos os tipos de acne, especialmente cravos, lesões profundas e císticas.
Outro cuidado está relacionado à concentração dos ativos. Quantidades insuficientes podem não produzir o efeito esperado, enquanto concentrações elevadas podem provocar descamação e até uma leve formação de crosta.
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Como os produtos são vendidos sem prescrição médica, também existe o risco de serem utilizados em lesões que não são necessariamente espinhas. Caso a alteração persista, a recomendação da especialista é procurar um dermatologista.
O adesivo também pode ser utilizado quando a lesão ainda está no início, antes de surgir a conhecida pontinha branca. Nessa fase, os modelos que contêm medicamentos podem ajudar no tratamento.
Já os patches compostos exclusivamente por hidrocolóide podem não apresentar o mesmo benefício nesse estágio. Dependendo da situação, eles podem até prolongar a duração da lesão ao cobrir o orifício da glândula.
Como aplicar o adesivo
O adesivo deve ser colocado sobre a pele limpa, depois da higienização e dos produtos de tratamento utilizados na rotina, como tônico e hidratante.
A dermatologista recomenda manter o curativo por, no máximo, três dias e não utilizá-lo durante o sono. O protetor solar também continua sendo necessário, já que o adesivo não substitui a fotoproteção.
