Entre publicitários, jornalistas e profissionais do marketing e tecnologia, um grupo de quase 200 entusiastas do mundo da web lotou o auditório de um hotel no centro da cidade – tudo para ver e ouvir de perto os ensinamentos de alguns dos profissionais mais respeitados do mercado digital brasileiro. Era a segunda edição paraense do Digitalks, um evento itinerante que há três anos se dispõe a levar o que há de mais novo em marketing online e e-commerce para as principais capitais do Brasil.
Mais do que mera elucubração ou debate, a ambição da proposta é bem maior: estimular o próprio mercado incipiente, criar networking e incentivar o profissional a observar a internet com mais atenção. “A missão é de evangelizar, fazer com que o mercado discuta isso. O conhecimento ainda é muito cru. Se criarmos grupos de discussão, criamos também um mercado mais colaborativo”, considera Maria Carvalhal, gerente da Digitalks.
A edição deste ano contou com seis palestras, cujos temas foram: “Indicadores da Internet / Colocando dados na tomada de decisão do seu negócio”, por Leonardo Naressi (Dp6); “Uma visão 360 graus de como criar uma presença online”, por Rodrigo Vale (Google); “E-mail Social: Além da Integração”, por Regina Garrido (ExactTARGET); “Adwords 101 – Como a publicidade online pode ajudar o seu negócio?”, por Camila Ferraz (Google); “O que eu faria com o seu e-commerce se ele fosse meu”, por Tiago Luz (UnderDOGS); e “Adsense- Monetize o conteúdo de seu site através de publicidade”, por Franciele Kaufmann (Google), além de debates e mesas-redondas.
Para além dos números
A necessidade de se discutir a internet e a sua aplicação mercadológica é muito simples de explicar: mais de 82,4 milhões de brasileiros estão conectados hoje. Desses, 60% estão nos grandes centros urbanos. 65% dos aparelhos celulares vendidos no país são smartphones. A média anual de crescimento da rede de computadores como mídia é de 20,4%. A participação da web no mercado publicitário também está em ascensão constante: beira 14% de toda a renda de propaganda em 2012 – um crescimento quatro vezes mais acelerado que o do resto dos meios de comunicação. Os dados chamam a atenção pela expressividade, e demonstram a necessidade de uma atenção mais ponderada sobre o tema.
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| Leonardo Naressi, sócio fundador e CEO do grupo digital INC e presidente do comitê de Web Analytics do IAB Brasil. |
É no que acredita Leonardo Naressi, sócio fundador e CEO do grupo digital INC e presidente do comitê de Web Analytics do IAB Brasil. Ele defende uma utilização mais eficaz da observação de dados relativos ao alcance das ações virtuais – sem precisar abrir mão da criatividade. “Dados servem pra ajudar a gente a tomar decisões. Comparar modelos de criação, textos ou fotos diferentes pode ajudar o criativo a fazer peças melhores no futuro. É muito mais colocar o dado no dia-a-dia que ser escravo dele”, afirma. “Na internet tem muito mais possibilidades de verificação de desempenho. É só o empresário escolher o que é mais importante ser medido. Se eu estou usando redes sociais, preciso perceber quais números vão dizer pra mim que eu estou sendo melhor. Não só o “curtir” ou o “compartilhar”, mas analisar outra métrica de qualidade ou quantidade em relação a essa audiência”, avalia.
Leonardo também defende que uma subutilização dessas ferramentas prejudicam severamente os negócios. “Mancha a sua marca e a sua reputação. O cliente não se relaciona se não acreditar na profundidade da relação”. E complementa, quando questionado sobre o interesse do profissional no segmento, que compreender esse processo demanda dedicação. “Depende de as pessoas estarem dispostas a aprender alguma coisa nova, e serem abertas à mudança – o que você sabe hoje já não é igual ao que será daqui a um mês”.
Dentre as dificuldades de lidar com as novidades desse meio, destaca-se a falta de conhecimento. “A internet hoje tem inúmeras ferramentas gratuitas, mas falta saber delas. Tendo isso, o empresário vai saber usar essas ferramentas pra dar suporte à empresa dele“, aponta Rodrigo Vale, gerente de projetos do Google para América Latina. Ele escolheu trabalhar com este nicho por perceber a carência que há de treinamento e produção de conhecimento nas empresas menores. “O pequeno, o médio empresário é o que mais precisa de ajuda. É um mercado gigantesco e carente de informação”, aponta.
Especializado em micro e pequenas empresas, ele acredita que a informação pode ser uma arma importante na mão desses produtores. “O pequeno empresário conversa com o cliente regional de um modo que o grande portal não consegue. Quando ele conhece, cria uma estratégia e executa com foco no mercado local, ele compete de igual pra igual”.
Presença digital
Embora seja conhecimento quase sacramentado de que é preciso se virtualizar, os caminhos para firmar pé em território virtual ainda não estão tão bem definidos na cabeça do empresariado em geral. Regina Garrido, consultora de marketing na ExactTarget, assinala que este é um reflexo da falta de compreensão desse universo. “A grande dificuldade é não saber como estar presente nas redes sociais. As empresas sabem que tem que ter um perfil nas redes, mas às vezes não sabem pra quê”, diz.
Regina explica que subestimar as redes sociais é um erro grave. “As empresas esquecem que, mesmo que elas não estejam oficialmente lá, elas estão porque seus clientes estão falando delas lá. É um erro achar que internet é coisa de moleque”. E garante que atentar para esses veículos pode ser mais eficaz do que se imagina: “você consegue captar o que o mercado quer por meio das redes sociais. É preciso saber quais os anseios e os medos desse mercado. Isso se descobre facilmente pelas redes. E pode ser respondido por uma newsletter, por exemplo, entrando em contato com aquele público subsidiado por algo vivo, não-estático”.
Difundir é preciso
Para Péricles Souza, apoiador local do evento, a incipiência do nicho digital no Pará torna essencial que o tema do marketing digital seja expandido não só dentro dos núcleos produtores desse conteúdo, mas também para o cliente final. “Para o mercado paraense, que é embrionário, é importante saber o que lá fora tá sendo feito e quem tá fazendo aqui dentro. Aqui em Belém ainda tem muita resistência do empresariado”, opina. “O objetivo é que as agências tomem consciência para oferecer essa produção para o cliente, para que ele interprete como um investimento que pode ser projetado para o off-line dele”.
Flávio Horta, diretor da Digitalks, vai pelo mesmo caminho, enfatizando a urgência de descentralizar esse debate e criar polos de discussão fora do eixo Rio-São Paulo. ”Falta mais discussão e debates como esse. O mercado tá mais evoluído no Centro-Sul porque lá quase todo dia tem um evento de marketing digital, tem associações que regulam o mercado e são ativas...”, pondera. “Fora de lá, é preciso levar essa discussão para que concorrentes nem se encarem como concorrentes, e sim discutam o que fazer pra o mercado crescer como um todo”.
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| Flávio Horta, diretor da Digitalks, e Rodrigo Vale, gerente de projetos do Google para América Latina. |

Comentários
Neal Adams
July 21, 2022 at 8:24 pmGeeza show off show off pick your nose and blow off the BBC lavatory a blinding shot cack spend a penny bugger all mate brolly.
ReplyJim Séchen
July 21, 2022 at 10:44 pmThe little rotter my good sir faff about Charles bamboozled I such a fibber tomfoolery at public school.
ReplyJustin Case
July 21, 2022 at 17:44 pmThe little rotter my good sir faff about Charles bamboozled I such a fibber tomfoolery at public school.
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