
As obras suscitam o belo e remetem, quase que imediatamente, à natureza. Um pouco do universo do artista plástico Tarcísio Ribeiro está na exposição “Cinco”, aberta à visitação no Eco Sushi Lounge. Árvores em grandes telas mostram além da natureza como se vê: é aquela vivida pelo artista e suas transformações ocorridas no ato de pintar, onde invoca sua técnica apurada em 25 anos e seu estilo definido.
O artista vem desenvolvendo estudos sobre as árvores desde 2007, embora trabalhe com o tema desde seus primeiros quadros e desenhos, alternada e recorrentemente. Suas árvores são compostas por três partes. “O céu é a copa da árvore; a terra são as raízes; e o tronco é a conexão entre à terra e o céu. A repetição dessas mesmas partes são profundamente modificadas pelas cores, pelas alternâncias entre primeiro e segundo plano, pelas formas que surgem nos céus, na terra, pelas folhas ora ocultas, ora presentes, ora nuvens. Os galhos tem relação com o tronco da mesma forma que as raízes, um ao céu e outra à terra”, diz Tarcísio sobre sua arte.
O artista, estudante da região em que vive, demonstra uma série de preocupações com o meio ambiente. As cores e formas de suas reforçam a importância da natureza para o bem estar do indivíduo e da sociedade, hoje e amanhã. A Amazônia possui hoje uma área significativa de urbanização, com os entornos das cidades povoados por árvores, que são parte integrante da paisagem das comunidades que aqui vivem.
Tarcísio nasceu em 1967, em Bragança-Pará, onde morou até 1985 quando se mudou para a capital, Belém. “Vim para estudar Estatística, trabalhar com sistemas de informações, pintar quadros, aperfeiçoar o estilo, mostrá-los e construir a Galeria T”, resume o artista.

Galeria T
Um espaço de 100 m3 reúne a exposição permanente de Tarcísio. Hoje, aproximadamente 30 obras estão expostas, e trazem histórias de diferentes momentos de criação do artista, atuante no circuito de artes do Pará desde a década de 1990.
O espaço existe desde essa época, mas neste ano terá um momento marcante: será inaugurada ao público em setembro, como forma de contribuir para o dinamismo no cenário de artes local. O artista acredita que ambientes de arte e, mais especificamente neste caso, da interação com a pintura, estimulam a formação de colecionadores no Estado e a oferta de obras aos colecionadores existentes e demais apreciadores: uma valorização do que é produzido pelos artistas paraenses. “Vender quadro é uma alegria, é um símbolo de continuidade da obra, e é sempre uma chance de continuar evoluindo e pintando quadros diferentes e mais interessantes, mantendo o estilo, procurando a beleza com as tintas, atrás das ideias com as mãos, os pincéis”, revela Tarcísio.
Sobre o acesso do público às obras de arte, o pintor acredita também que estas podem estar em lugares onde há olhares e encontros como restaurantes, cafés, bares e hotéis. “Creio que os modelos de galerias que abrem em horário comercial, sem maiores confortos e com maiores formalidades não são esses lugares de encontros. Acho bem mais interessante um encontro de amigos em um restaurante para jantar, por exemplo, enquanto apreciam pinturas, obras de arte. Isto é ótimo e cria cultura”, diz. A obra mais antiga do acervo da Galeria T é de 1997, e foi pintada a dedo. Trata-se de um auto retrato do pintor, em acrílica sobre duratex. Outro quadro relevante que, na verdade, é um conjunto de quatro quadros com 27 miniaturas, que simulam a galeria em miniatura, pintado em 2002. Por fim, uma série de pinturas sobre árvores, serie iniciada a partir de 2007. É uma síntese da produção do artista nos últimos 15 anos.
A Galeria T se propõe a ser um espaço aberto para reuniões, conversas, encontros, com estrutura preparada para projeções, acesso à internet e transmissões ao vivo, em meio à pintura radiante do artista.

Art.com
A Galeria T está nas telas dos computadores pelo seu ambiente virtual, a galeriat.art.br que será lançada juntamente com o espaço físico. No site é possível acompanhar a evolução das obras, pela trajetória da pintura, pincelada a pincelada, além de textos críticos, matérias de jornais, informações biográficas, entrevistas, além de imagens dos quadros e do espaço físico da Galeria T.
Na internet, a galeria que se encontra fisicamente em Belém se amplia aos horizontes, sobretudo, das redes sociais pelo mundo. “O objetivo é viabilizar a as obras aos interessados, principalmente aos moradores de outras cidades, estados ou países. Permite também o intercâmbio com as pessoas e outros artistas, a partir das imagens dos quadros mostrados aqui e das imagens que mostram a realização dos quadros, isto é, o ato de pintar do artista. É um convite ao diálogo através do uso das tecnologias de informação e comunicação”, afirma Tarcísio.
O artista
De Bragança, filho de pai comerciante e mãe professora, gostava de estudar, apresentava facilidade em compreender matemática, muito mais que português e outras disciplinas relacionadas às letras. Praticava esportes, basquete, tênis, e principalmente futebol. Tem memória da chegada da televisão ao município, em 1977, um dos marcos do século XX. Em 1982, começou a gostar de rock’n roll; em 1984 concluiu o Ensino Médio e, para continuar os estudos, veio para Belém em 1985.
Em Belém, Tarcísio formou-se em Estatística em 1991, na Universidade Federal do Pará - UFPA. O primeiro desafio como profissional da área foi o projeto do Banco de Dados da Amazônia, na Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia - SUDAM, até 2003. Nesta época já trazia envolvimento intenso com a pintura. Havia realizado sua primeira exposição “Paciência” em 1998; e no mesmo ano a “Centro Nervoso de Paciência”; em 1999, realizou a exposição “Verdadeiramente”; em 2001, a Estação das Docas, obra então recém-inaugurada na beira do rio Guamá, recebeu a exposição “Impaciência”; em 2002, realizou a exposição “Reflexos dos Céus nas Águas e Florestas”, na Universidade Federal do Pará. Em 2003 levou sua arte à ilha de Mosqueiro, no restaurante Laphayette, e ao estado de São Paulo, em Alphaville, com a exposição “Cores”. Em 2006, realizou a exposição “Cada Olho Um Olhar” no Cosanostra Café, um dos bares mais tradicionais em Belém. Em 2007 contribuiu com o Instituto de Desenvolvimento Econômico Social e Ambiental do Pará – IDESP, onde desenvolveu, com sua equipe, o Serviço de informação do Estado - SIE. Em 2011, passou a se dedicar à fase final de construção de seu espaço de criação, a Galeria T, lançada em nova versão em 2013.
A música presente em sua vida é também parte de sua pintura. Quando começou a pintar, por volta de 1988, pintava por até 12 horas por dia, ouvindo o som de Bowie, Elvis, Lou Reed, Stones, Tião, Raul, Mutantes, Nó Cego, Insolência, Jocker, entre outros. Permaneceu assim até sua primeira exposição em 1998, realizada após 10 anos de estudos.
Serviço:
A exposição “Cinco" pode ser vista no Eco Sushi Louge (Wandenkolk, 567), a partir das 18h. Em agosto todos os dias exceto às segundas.

Comentários
Neal Adams
July 21, 2022 at 8:24 pmGeeza show off show off pick your nose and blow off the BBC lavatory a blinding shot cack spend a penny bugger all mate brolly.
ReplyJim Séchen
July 21, 2022 at 10:44 pmThe little rotter my good sir faff about Charles bamboozled I such a fibber tomfoolery at public school.
ReplyJustin Case
July 21, 2022 at 17:44 pmThe little rotter my good sir faff about Charles bamboozled I such a fibber tomfoolery at public school.
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