À primeira vista, o engenheiro Paulo Maurício Pinho parece ser apenas um “bon vivant”. Mas, engana-se quem acredita que suas qualidades acabam por aí. O paraense coleciona momentos inesquecíveis, como viagens e aventuras, mas também cultiva ideais que norteiam sua jornada. “Só comecei a ficar bem comigo mesmo quando me conheci verdadeiramente e descobri qual era minha missão na Terra”, observa com a obstinação de quem realmente conhece e trilha o próprio caminho.
A certeza de um objetivo de vida o levou a se dedicar aos estudos e à uma nobre causa. Nesta entrevista, Paulo fala orgulhosamente daquilo que chama de “O Sonho” – um projeto cujo propósito maior é erradicar o trabalho infantil nos lixões da região amazônica. O “insight” surgiu após os anos que morou em Trier, na Alemanha, onde formou-se Doutor na área de Engenharia Urbana.
A seguir, conheça um pouco mais sobre esta ideia e sobre o homem que está por trás de um sonho grandioso, porém, possível.
Você é engenheiro civil, mas buscou novos caminhos dentro da sua área. Como foi este processo de descoberta?
Eu me formei em Engenharia Civil muito cedo, aos 23 anos. Quando somos jovens não temos muita certeza das nossas escolhas, então eu não sabia se era isso que eu queria para mim. Logo que me formei, abri uma firma de engenharia, mas o projeto teve vida curta. Com 25 anos passei para um mestrado na Universidade de São Carlos, em São Paulo. O curso era de Engenharia Urbana e, ali, descobri uma nova possibilidade na minha área: a de estudar os impactos ambientais nos projetos urbanos. Aquilo me interessou bastante, mas ainda não sabia como aproveitar esta nova porta que se abria. Foi então que fiz um curso terapêutico conhecido como Leader Training, que mudtotalmente minha concepção de vida.
O que te aconteceu após este curso?
A ideia do Leader Training é propor uma vida íntima, em que você busca o auto-conhecimento para poder seguir em frente. Foi neste curso que eu compreendi que precisava resolver algumas questões pessoais, que a felicidade não estava na fuga, mas sim no enfrentamento daquilo que me incomodava profundamente. Após o curso eu resolvi esses meus dilemas e consegui ver claramente meu caminho. Ali, demarquei meu objetivo de vida e descobri que era no “Sonho” que eu encontraria minha realização.
O que é o “Sonho”?
Para entendê-lo melhor é preciso entender como cheguei até ele. Após o meu curso de mestrado e do Leader Training, voltei para Belém já entendendo que deveria me dedicar à uma causa. Aliei essa minha vontade àquilo que eu tinha estudado e despertei para este universo do subemprego nos lixões na Região Norte. O lixo é um problema do mundo, especialmente dos grandes centros urbanos. Atentei-me ao problema social que esse fluxo incessante de resíduos gera e o que me preocupou realmente foi a presença de crianças nessa engrenagem. O sonho é a erradicação do trabalho infantil nos lixões e para alcançá-lo foi necessário ir para a Europa fazer Doutorado na área de Engenharia Urbana e conhecê-lo melhor.
E como esta experiência colaborou no fortalecimento do “Sonho”?
Meu doutorado foi feito, em parte, na Inglaterra e em parte, na Alemanha. O contato com a realidade desses países de primeiro mundo me fez entender como nações avançadas enfrentam diariamente este problema. Logo após este período em que eu passei lá, voltei para o Brasil e viajei pela Amazônia. Durante meses visitei os estados da região Norte do Brasil e confrontei estes universos, o que me esclareceu muita coisa. Essas experiências me ajudaram nos meus estudos e serviram de base para este projeto, que estou submetendo às autoridades políticas como uma alternativa ao modelo atual de relação com o lixo.
Na prática, como o “Sonho” está tomando proporções reais?
Tenho um grupo junto comigo, que está trabalhando tanto no detalhamento deste projeto, como também na sua divulgação. O desafio é fazer as autoridades compreenderem que é importante estabelecer políticas públicas específicas para os lixões. Para isso, apresento números, conceitos, enfim, uma gama de informações para chamar atenção para este delicado contexto. Já estive em Brasília e esotu em contato direto com outras liderenças. E espero que este seja só o primeiro passo para de um grupo que irá se estabelecer em 2012, cuja ideia é trabalhar com diversas questões sociais na Amazônia.
Além do “Sonho”, o que mais te move?
Eu sou um homem apaixonado pela vida. Por causa dos meus ideiais, não constitui uma família, não me casei. Mas nem por isso deixei de aproveitar cada momento. Já viajei por muitos lugares, gosto muito de estudar e da minha atual profissão: sou professor universitário. No mais, gosto de pessoas, de conversar, ter momentos de alegrias e conhecer coisas novas.

Comentários
Neal Adams
July 21, 2022 at 8:24 pmGeeza show off show off pick your nose and blow off the BBC lavatory a blinding shot cack spend a penny bugger all mate brolly.
ReplyJim Séchen
July 21, 2022 at 10:44 pmThe little rotter my good sir faff about Charles bamboozled I such a fibber tomfoolery at public school.
ReplyJustin Case
July 21, 2022 at 17:44 pmThe little rotter my good sir faff about Charles bamboozled I such a fibber tomfoolery at public school.
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