Acompanhamos a diversidade do mundo contemporâneo e cosmopolita. Por isso, criamos um espaço de divulgação para além do mercado imobiliário. Um ambiente digital para explorar temas ligados à arquitetura, arte, cultura, gastronomia, design e estilo de vida, viagens, entrevistas exclusivas, agenda, dicas, empreendedorismo, sustentabilidade e tecnologia.

Seja bem vindo ao Portal e Revista LiV!

Entre em Contato

Endereço

Ed. Metropolitan Tower - R. dos Mundurucus, 3100 - Cremação, Belém - PA

Telefone

+55 (91) 4005-6800
Carregando clima...
Carregando bolsa...
O céu é o limite

Para algumas pessoas o mundo parece ser pequeno. Para estes sonhadores, fronteiras geográficas não seguram ninguém e partir para novas experiências em outras cidades é algo mais que atraente, é uma necessidade. A paraense Leila Loureiro faz parte deste seleto grupo. Há um ano ela saiu de Belém em busca de novas perspectivas na capital carioca - o que não anula em nada seu amor pela terra de origem.

E o espírito aventureiro de Leila se expande para várias esferas de sua vida, até mesmo a profissional. Formada em direito, hoje ela trabalha como professora universitária no Rio de Janeiro, mas sempre que pode flerta com outras áreas de atuação. “Gosto de comunicação e a considero como um portal por onde a criatividade escoa”, considera a advogada, que tem experiência com publicidade e destila um interesse em especial pelo assunto.

Na entrevista, Leila fala sobre trabalho e outras coisas divertidas e nos conta também a alegria de viver sempre em busca do novo. Confira:

Você é paraense? Qual a sua relação com Belém?

Sou paraense, criada com açaí na mamadeira (risos) e tenho muito orgulho disso! Crescer em Belém te faz ter uma personalidade muito peculiar, o que, de certa forma, nos diferencia quando decidimos buscar outros horizontes. O paraense carrega o calor do norte para onde quer que vá. Moro no Rio há um ano. Em 2010 comecei o processo de mudança. Apesar de ter um ótimo emprego, muitos amigos e família em Belém, sempre tive a sensação de bater com a cabeça no teto.

Como o destino a levou ao Rio de Janeiro?

Escolhi o Rio por motivos óbvios que dispensam justificativas. O Rio é um “tesão” e as pessoas são tomadas por uma paixão doentia por essa cidade, como uma religião. Vim para cá com vários objetivos: desde que cheguei fiz cursos de filosofia, de kabbalah, de roteiro na CAL (Casa de Artes de Laranjeiras). Mas tudo sem perder o foco na minha área, o Direito. Hoje faço mestrado em Evolução Social e Direito Público, com ênfase em Direitos Fundamentais e Novos Direitos. Sou professora universitária na Unigranrio e já começo a conquistar o meu espaço.

Mas você tem uma relação muito estreita e interessante com a área de comunicação também, não é?

A minha relação com a comunicação é constante. Tenho muitos amigos na área. Ainda em Belém, fiz campanhas publicitárias aos 20 anos. Em 2009,  fui convidada para apresentar o Café Fox, um programa cultural que passava na RMTV (TV a cabo da Liberal). Foi uma experiência incrível, pois o meu Diretor Rodrigo Cardoso me deixava muito a vontade para criar, tanto que eu mesma escrevia o meu roteiro e participava ativamente na escolha dos temas do programa e dos entrevistados.

Atualmente, além de se dedicar a sua área de formação profissional, quais são suas outras motivações e projetos?

Hoje, no Rio, paralelamente ao mestrado e vida acadêmica (também atuo eventualmente na advocacia), procuro manter o romance com a área de comunicação escrevendo roteiros e, recentemente, um artigo para a revista PZZ (de Belém), a ser publicado em breve.Me dedico bastante também ao meu blog (www.elaeneocarioca.blogspot.com).No entanto, futuramente penso em fazer o doutorado na Europa e passar um tempo fora, absorvendo diferentes culturas e dominando diferentes idiomas.

Por que uma paixão pela comunicação?

A comunicação pra mim é um portal por onde a criatividade escoa. Quando optei pelo Direito, minha segunda opção no vestibular era Publicidade & Propaganda, e hoje eu percebo estar tudo interligado. O agir comunicativo do Direito, o palco da sala de aula, a transferência de informação, as sinapses, os sensores. O comunicar está cada vez mais rápido, global, sincrônico, e até as barreiras na comunicação, a censura, o silêncio, são meios de se comunicar. Enfim, vejo o ato de se comunicar como um órgão vital.

Planos futuros relacionados a esta paixão ou a outros amores?

Pretendo ainda me comunicar de diversas formas: sempre na sala de aula, com a minha tese de mestrado/doutorado, com meus roteiros para teatro e cinema, com projetos de programas de TV aqui no Rio, e com as muitas histórias contadas para o meu sobrinho, minha família, e meus amigos, enquanto cai o dia, divinamente, no Arpoador. Tem coisa melhor? E assim, eu sigo muito realizada na cidade que escolhi para viver, com uma rotina pesada de trabalho, mas intercalada com o surfe, praia, cachoeiras, teatros, cinemas, amigos queridos...Por hora, eu estou gozando muito da realização deste sonho de morar numa cidade que me instiga a ser cada vez mais o que eu nasci para ser.

  • Tags:
  • 0