Após lançar o terceiro disco de sua carreira, a cantora Sandra Duailibe expressa ares de maturidade. Também pudera. Seu novo trabalho, o álbum “Receita”, se sustenta na força de sua voz, que, acompanhada exclusivamente pelo piano do músico Leandro Braga, ganha uma sonoridade de extrema beleza e encanto.
Atualmente morando em Brasília, a artista – que já foi indicada ao Grammy Latino – tem uma história de amor com a capital paraense, onde se formou em música pelo Conservatório Carlos Gomes e em odontologia pela Universidade Federal do Pará (UFPA). As mais de duas décadas vivendo em Belém não foram deixadas para trás. No último disco, duas composições paraenses revelam a relação de afeto com a Cidade das Mangueiras.
A seguir, acompanhe uma entrevista exclusiva com a cantora e conheça um pouco mais sobre a trajetória de uma mulher que abdicou de outros caminhos para servir à música.
Seu terceiro disco, “Receita”, acabou de sair do forno. O que o público pode esperar deste novo trabalho?
Estou eufórica com meu novo disco. Ele é resultado de um plano que tenho há anos. Tenho formação em piano clássico pelo Conservatório Carlos Gomes e sempre quis fazer um álbum que exaltasse esta paixão. Convidei o musicista Leandro Braga para me acompanhar no piano e pronto: o disco estava feito. É um trabalho amadurecido e muito bem explicado pela música-título. A canção “Receita”, de Socorro Lira, ensina os principais ingredientes para fazer uma música: as emoções. É isto que o ouvinte encontra em todo disco, um leque de músicas que de alguma forma falam disso. Destaque para uma composição de Noel Rosa, “Feito de oração”, de 1936, a canção mais antiga do disco!
Você também compõe?
Sim, Sempre gostei de escrever canções. Neste meu disco, por exemplo, tem uma música, “Bolerar”, que fala deste verbo gostoso, inventado por mim em parceria com Márcia Forte e Cássia Portugal. Minhas letras mostram meus anseios, meus sentimentos – as coisas que direcionam meu trabalho.
Quais são suas referências? O que você anda escutando?
Escuto bastante música brasileira. Principalmente as mulheres. Desde Elizeth Cardoso até novos nomes, como Roberta Sá, Maria Gadu e Maria Rita. Gosto também do Lenine, Milton Nascimento e Noel Rosa. Escuto música de todos os tempos, mas sempre procuro estar antenada com as novidades. Isso guia meu trabalho e faz eu me sentir sempre atual.
Entre as 14 faixas, duas são de compositores paraenses?
Sim, e são lindas! “Encontro com a saudade” é uma composição do saudoso Billy Blanco. Considero minha regravação uma grande homenagem a ele. Já representando a nova geração de artistas do Pará, regravei uma música de Roberto Pinto e Biratan Porto, “Folha de outono”. A música paraense faz parte da minha vida, então ela sempre está presente nos meus lampejos artísticos.
Afinal, você viveu 21 anos em Belém. Como é sua relação com a cultura local?
Sou apaixonada pelo Pará, principalmente por Belém. Vou à cidade sempre e adoro andar pelas ruas, ir aos teatros, rever meus amigos. Gosto muito da Lucinha Bastos, do Paulo André Barata, da Leila Pinheiro, Maca Maneschy... Tenho um apreço muito grande pela cultura paraense.
Teremos o prazer de receber um show do seu novo trabalho em Belém?
Rezo à Nossa Senhora de Nazaré que sim (risos)! Em 2012 estarei totalmente dedicada a trabalhar este meu novo disco. Meus produtores estão articulando shows em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belém e São Luís, cidade onde nasci. Devo chegar com meu espetáculo à capital paraense em março ou abril. E, lógico, faço a maior questão de me apresentar na minha cidade do coração.
Para conhecer mais Sandra Duailibe.
Contato:
(61) 3254.2774
(61) 8177.2774

Comentários
Neal Adams
July 21, 2022 at 8:24 pmGeeza show off show off pick your nose and blow off the BBC lavatory a blinding shot cack spend a penny bugger all mate brolly.
ReplyJim Séchen
July 21, 2022 at 10:44 pmThe little rotter my good sir faff about Charles bamboozled I such a fibber tomfoolery at public school.
ReplyJustin Case
July 21, 2022 at 17:44 pmThe little rotter my good sir faff about Charles bamboozled I such a fibber tomfoolery at public school.
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