Alguns móveis e objetos representam mais do que, simplesmente, sua utilidade - por vezes, são verdadeiras “joias” da família. Quando já não servem mais, é difícil se desfazer deles. Felizmente, sempre há outras alternativas para não ter que jogar fora mobiliários cheios de história, e o site da Revista Leal Moreira foi procurar quem entende do assunto para dar boas sugestões. A arquiteta Beth Gaby, expert em design de interiores, conta tudo que você precisa saber sobre recuperação de móveis e objetos.
Quais as técnicas mais procuradas para recuperar ou transformar móveis antigos com estilo?
As mais pedidas são a pátina, o laqueamento e a pintura com rolo. A pátina é uma técnica sobre a madeira, onde é feita uma aplicação de tinta que não é “lisa”, pois é caracterizada por ranhuras em sua superfície. A cor fica a critério do dono, ou do objetivo do móvel. A técnica recupera muito móveis antigos e estragados – já vem até em novos, de fábrica. A pátina renova muito o objeto e dá um toque clássico. O laqueamento renova e transforma o móvel também. É uma técnica maravilhosa e é feita com tinta automotiva - a mesma dos carros. Até mesmo o processo é semelhante ao de pintar a lataria dos veículos. E tem acabamento fosco ou brilhante, pode ser em madeira ou MDF - sobra de madeira prensadas com outros elementos, não resistente à água - assim como a pátina. A pintura com rolo é a mais comum, já que pode ser feita por qualquer pessoa de forma artesanal. Tem um acabamento áspero que define o estilo e ajuda na decoração. As técnicas tem a ver com o estilo do cliente.

Você disse que a pátina, que tem uma pegada de antiguidade, também já pode ser comprada assim, envelhecida. É isso mesmo?
Sim, as lojas também vendem os móveis já com a pátina. Aí o acabamento vem de fábrica. Esta tendência começou com a recuperação de móveis, uma espécie de resgate de épocas passadas. Hoje em dia está sendo reproduzido com um acabamento de fábrica, mas é possível perceber o que não é artesanal - o que faz o artesanal ser muito mais valorizado ainda. É uma peça feita à mão, que não vai ter outra igual, é exclusiva. A peça vai ter a cor escolhida pelo dono, toda personalizada.
A cor também influencia no estilo das técnicas?
Na pátina, por exemplo, o estilo depende muito da cor. Branco, bege e rosa claro remetem a um ambiente clássico, dão um ar de romantismo. Já o dourado resgata a época de Luiz XV, da nobreza. A cor é muito importante. Se for marrom, já vai pelo caminho do rústico, madeira envelhecida. A cor dita o estilo da decoração. Quem quer investir na pátina tem que pensar bem na cor, já que ela define a cara do móvel. O acabamento fica bom em qualquer estilo, mas a cor é a principal característica de distinção e principal influência.

Quais as diferenças mais importantes dessas três técnicas?
A pátina é composta por ranhuras, não fica com um acabamento liso e homogêneo, sempre parece antigo. O laqueamento é totalmente liso e tem uma pegada bem moderna. Já a pintura com o rolo resulta em uma cor uniforme, mas a superfície do objeto ou móvel fica áspera.
Como escolher entre essas técnicas. O que pode ou não pode?
Atualmente, não existe uma receita de quando adotar uma ou outra. O ideal é sempre misturar e equilibrar os estilos e elementos. Tudo no estilo clássico fica pesado, só moderno fica frio... Então é sempre bom mesclar. Usar essas técnicas lado a lado, desde que com harmonia, é permitido. Na minha casa tem todas elas.
Quem são os profissionais que fazem este tipo de trabalho?
Quem faz a pátina é o pintor - não o de paredes, desses pouquíssimos fazem pátina. Nós contamos com bons profissionais paraenses que dominam bem a técnica, então sempre repassamos para eles este tipo de demanda. São pintores que recuperam móveis, especializados. O laqueamento também é feito por pintores especializados nisso, alguns marceneiros...
Essas técnicas carregam significados e estilos em si mesmas. Como funciona isso?
Laqueamento é para quem tem um estilo moderno, até porque o acabamento é mais uniforme e a técnica é mais recente. Ele permite investir no colorido - amarelo, vermelho, azul... Cores vibrantes. A pintura com rolo é mais uma forma de dar uma cor. E é mais simples de fazer, qualquer um pode se aventurar nesta. Diferente do laqueamento e da pátina, com essa você pode pegar um rolinho e recuperar seu móvel com tinta pra madeira. A pátina é para quem gosta de coisas com aparência antiga, clássica. Ou até mesmo, envelhecido, porém rústico.
Falando de estilo, qual é o seu?
Meu estilo é mais para o clássico, mas gosto de trabalhar os dois – moderno e clássico. Sempre dou um toque clássico nos meus trabalhos, porque esta é uma proposta que nunca sai de moda. Se um ambiente fica totalmente atual, daqui a pouco tempo já não serve mais, fica datado. Já quando se coloca objetos clássicos, dá mais longevidade ao visual. É sempre bom colocar uma peça com essa cara.
E as tendências que surgem? Como adotar sem perder o estilo?
Essa coisa de seguir as tendências é uma “tendência”, e é preciso ter muito cuidado. Todo ano tem uma mostra em Milão do que está ou não na moda na arquitetura - assim como o Fashion Week - para saber o que vai ser tendência. Mas a moda, quando se trata de vestuário, é bem mais fácil de trocar do que o mobiliário e a decoração. É muito caro e dispendioso ficar seguindo a cada ano uma tendência totalmente nova. O ideal é descobrir o próprio estilo, e comprar objetos que você goste mesmo de estar olhando e usando todo dia. Se quiser apostar em algumas novidades, escolha objetos pequenos, que possam ser trocados. Ou então, adote cores nas almofadas, por exemplo. Invista em detalhes fáceis de serem mexidos sem custos exorbitantes. A melhor maneira é se preocupar com a decoração a longo prazo.

Comentários
Neal Adams
July 21, 2022 at 8:24 pmGeeza show off show off pick your nose and blow off the BBC lavatory a blinding shot cack spend a penny bugger all mate brolly.
ReplyJim Séchen
July 21, 2022 at 10:44 pmThe little rotter my good sir faff about Charles bamboozled I such a fibber tomfoolery at public school.
ReplyJustin Case
July 21, 2022 at 17:44 pmThe little rotter my good sir faff about Charles bamboozled I such a fibber tomfoolery at public school.
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