Acompanhamos a diversidade do mundo contemporâneo e cosmopolita. Por isso, criamos um espaço de divulgação para além do mercado imobiliário. Um ambiente digital para explorar temas ligados à arquitetura, arte, cultura, gastronomia, design e estilo de vida, viagens, entrevistas exclusivas, agenda, dicas, empreendedorismo, sustentabilidade e tecnologia.

Seja bem vindo ao Portal e Revista LiV!

Entre em Contato

Endereço

Ed. Metropolitan Tower - R. dos Mundurucus, 3100 - Cremação, Belém - PA

Telefone

+55 (91) 4005-6800
Carregando clima...
Carregando bolsa...
Sabedoria oriental

Com os olhos voltados para o mundo, o arquiteto Henry Harada absorve referências de diversos lugares, mas sempre com os pés fincados na capital paraense, sua terra natal. Considerado um dos grandes nomes do mercado local e com mais de vinte anos de experiência,  ele tem como principal inspiração suas viagens e a arte. “Estou sempre ligado em filmes, músicas, revistas, peças teatrais... Tudo isso traz muitas ideias”, revela Henry, que recebeu a reportagem do site da Revista Leal Moreira em seu escritório.

PROFISSIONAL VERSÁTIL

Para Harada, não existe fronteiras para a expansão do conhecimento. “Eu sempre procuro saber de tudo. Acredito que nesta área seja necessário um conhecimento básico de design, resolver problemas práticos com desenho – entender de fato o mercado que nos cerca”, analisa ele,  que neste ano se destacou na primeira edição da Casa Cor Pará, ao ganhar o prêmio de melhor projeto comercial da mostra. Nesta entrevista, concedida ao site da Revista Leal Moreira, o arquiteto fala sobre sua trajetória, a história de amor com o Japão e o que o motiva, após mais de vinte anos dedicados ao ofício.

Como o seu interesse pela arquitetura despertou?

Na verdade, eu sou aquilo que chamam de “médico frustrado” (risos). Eu queria fazer Medicina, mas achei que era uma profissão muito difícil, que tinha uma responsabilidade grande demais... Aí, me atentei para a Arquitetura.  Gostei da ideia de construir, de criar algo belo. Prestei vestibular na Universidade Federal do Pará e fui aprovado no curso. Dentro da Academia, descobri que realmente tinha afeição com a área. E foi neste mesmo período que outra coisa acabou determinando meu interesse. Como a faculdade tinha entrado em greve, resolvi morar um tempo no Japão. Lá, descobri novas possibilidades dentro deste campo de atuação.

Como foi a experiência de sair de Belém e morar em outro país?
Realmente foi uma experiência que marcou minha vida e que reflete até hoje no meu trabalho. Fui morar no Japão para trabalhar em uma fábrica, como muitos brasileiros. Porém, nas minhas folgas, eu viajava bastante pelo país. Fiz questão de conhecer os grandes projetos arquitetônicos de lá. Visitei o Estádio Olímpico de Tóquio e outras construções, como o maior edifício em área aterrada, que estava sendo feito à época.  A maior roda gigante do mundo também estava em construção... Enfim, tudo isso agregou muitas referências ao meu trabalho.

O que podemos perceber no seu trabalho, que tenha como inspiração o período em que você morou no Japão?
Até hoje isso marca muito meu trabalho. Os japoneses têm uma escola arquitetônica que prima muito pela atemporalidade, praticidade e por agregar uma estética mais moderna ao trabalho. Nos meus projetos sempre tento fazer com que os ambientes tenham essas características. Busco ficar longe do modismo, porque senão depois de anos você sequer consegue olhar para aquele espaço. Como as áreas no Japão são bastante reduzidas, eu aprendi a aproveitar o máximo do metro quadrado. É uma questão de estilo e também de economia. Esta viagem de fato foi muito importante, para ver o mundo de outra forma. Ainda mais o Japão, que é um país de vanguarda mesmo, que tem essa pegada mais hi-tech.

Você enxerga uma marca nos seus projetos?
Eu não sou o tipo de arquiteto que alguém identifica um projeto somente de olhar. Não concordo com essa coisa da marca, exatamente. Claro que tenho preferências e as atribuo aos meus trabalhos, mas tento fazer isso de forma sutil. Acho que um espaço tem que ter a cara de quem vai ocupá-lo, não de quem está assinando o projeto.

Você é um profissional de uma carreira sólida, de vasta experiência. Com tanta bagagem, como você visualiza o mercado atual da sua área?
O mercado paraense, de clientela, tem se expandido muito. Belém, por exemplo, passou por diversas melhorias no setor da engenharia civil. A Leal Moreira mesmo foi muito visionária neste aspecto, tendo se destacado ao lançar projetos de apartamentos menores, numa época em que só se construía apartamentos enormes. Até hoje temos uma dificuldade de detectar os movimentos desse mercado, mas mesmo assim já se pode vislumbrar os avanços no setor.

E você vem de uma época em que não existiam muitos recursos tecnológicos para dar suporte ao trabalho. Quais são as principais diferenças no campo da atuação de lá para cá?
Antigamente os arquitetos tinham mais habilidades, tinham que se virar mais. O mercado exigia que você entendesse de design, que soubesse resolver um problema com lápis e papel na mão. O grande problema da mecanização deste trabalho é que um jovem arquiteto normalmente já não consegue pensar rápido e resolver um problema na obra. Agora todo mundo precisa de um computador, senão não consegue fazer seu trabalho. Acho importante que os jovens profissionais entendam que esse conhecimento mais prático é fundamental e que aproveitem a facilidade de informação para agregar ainda mais conceitos aos seus trabalhos.

Contatos
Henry Harada: (91) 3212.2050 / 8119.8262
h.harada@uol.com.br

  • Tags:
  • 0