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Torneio trouxe o melhor do tênis

Após uma final emocionante, o argentino Agustin Velotti venceu o carioca Fabiano de Paula neste sábado (29) e conquistou a segunda edição do Belém Tennis Future, torneio que distribuiu US$15 mil em premiações e hospedagem de hotel aos jogadores. Com o título, Velotti somou mais 35 pontos para o ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP).

No começo, a partida parecia ser favorável ao brasileiro, que fechou o placar do primeiro set em seis a três. Logo em seguida, entretanto, o argentino começou a reagir, com uma vitória por seis a dois. No último tempo, quando estava cinco games a um para Velotti, Fabiano esboçou uma reação, vencendo dois games consecutivos. Entretanto, mesmo com o apoio da torcida, perdeu por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 6/2 e 6/3. “Os pontos (para o ranking) foram muito importantes, é um campeonato muito difícil”, disse Velotti.

Com seus apenas 20 anos, o argentino (227 no ranking da ATP), campeão juvenil de Roland Garros em 2010, teve um caminho árduo antes de chegar à final: venceu atletas como José Pereira, que havia ganhado Julio Silva nas primeiras partidas; Fabricio Neis, que passou por Guilherme Clezar (uma das principais revelações do tênis brasileiro) e Thiago Monteiro, outra revelação nacional.

O vice Fabiano (291 no ranking da ATP), 23 anos, havia chegado à final com a expectativa de ganhar seu primeiro torneio Future em quadras sintéticas, já que seus quatro conquistados foram em saibro. Mas não foi dessa vez. "O torneio foi muito duro, e o calor veio para tornar mais duro ainda. Eu consegui virar muitos jogos (durante o campeonato), mas tiro como lição esse vice," disse o jogador.


Além da final de simples, foi realizada a de duplas, com vitória de Fabrício Neis e Guilherme Clezar por 2 a 0 contra João Pedro Sorgi e Nicolas Santos, com parciais de 6/0 e 7/6.

Único paraense que já pontou no ranking da ATP, o ex-tenista profissional Mauro Klautau é quem coordenou o torneio. “O future é um tipo de torneio que é fundamental para o desenvolvimento e difusão do esporte. Após ele, temos os challenges, torneios ATP, Master Series e Grand Slams, e os tenistas se sentem atraídos pelas possibilidades de crescimento e bons resultados que eles oferecem”.

Para Júlio Silva, um dos jogadores do evento, competições como o Belém Tennis Future deveriam ser mais numerosas no país, assim como os challengers. A reflexão vale inclusive uma crítica construtiva aos dirigentes e técnicos da modalidade no Brasil: “É importante termos a consciência de que, apesar de ser difícil termos outro Guga, as chances de termos daqui a uns 4 anos, três ou mais atletas brasileiros entre os 100 melhores são grandes. O que falta é, além de uma maior quantidade de torneios, a possibilidade de mais atletas daqui disputarem e não serem trocados por atletas convidados de outros países. Isso só atrapalha, como foi o que aconteceu no ATP Brasil Open deste ano, que não teve um brasileiro como cabeça de chave”, ressaltou o tenista.

O evento teve patrocínio da ORM, EBBEL, MM Formas, Construsolo, ADAMI e Portas Vert, Laboratórios Amaral Costa e Leal Moreira.