O crescimento de um negócio também implica assumir novos mercados, ampliar equipes, fechar mais contratos e tomar decisões cada vez mais complexas. Nesse processo, porém, existe uma estrutura que nem sempre evolui na mesma velocidade: a jurídica.
Em entrevista ao site Gazeta do Povo, o advogado Marcos Nunes, especialista em Direito Empresarial, alertou sobre empresas que mantêm modelos criados nos primeiros momentos do negócio mesmo depois de mudanças significativas na operação.
De acordo com o advogado, contratos desatualizados, relações societárias pouco formalizadas e responsabilidades mal definidas podem criar uma distância entre a realidade da empresa e sua estrutura jurídica.
À medida que o negócio cresce, aumentam também as relações com clientes, fornecedores, colaboradores, parceiros e investidores. A informalidade que funcionava em uma empresa pequena pode deixar de ser suficiente quando os riscos e os valores envolvidos são maiores.
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Por isso, segundo o especialista, a atuação jurídica não precisa aparecer apenas quando surge um conflito. A revisão de contratos, a organização das relações entre sócios, a definição de responsabilidades e a criação de mecanismos de governança podem fazer parte da própria estratégia de crescimento.
Mais do que evitar problemas, uma estrutura jurídica adequada oferece previsibilidade para que a empresa avance com mais segurança. Em negócios que entram em uma nova fase, profissionalizar o jurídico pode ser parte importante da própria maturidade empresarial.
