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Palacete histórico de Belém será restaurado para abrigar nova concessionária da BYD em São Brás

Por muito tempo, o Palacete Miranda Corrêa foi uma presença silenciosa na movimentada Avenida Governador Magalhães Barata, no bairro de São Brás. Em frente ao Parque da Residência, a construção do início do século XX permaneceu sem uso em Belém. Agora, o imóvel será restaurado para ganhar uma nova função comercial, abrigando uma concessionária da BYD.

A transformação prevista para o espaço reúne restauração, reforma e ampliação da área. A proposta já recebeu parecer favorável da Secretaria de Estado de Cultura do Pará (Secult), por meio do Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (DPHAC).

O projeto foi analisado no Parecer Técnico nº 027/2026/AP, que aprovou as intervenções previstas para o palacete. Antes da execução das obras, a Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) deverá ser apresentada ao departamento responsável pela análise patrimonial.

Um casarão com mais de um século de história

O novo destino do imóvel também chama atenção para uma história que antecede em muito sua futura ocupação comercial. Construído no início do século XX, o Palacete Miranda Corrêa já aparecia em registros históricos de Belém.

O Guia do Estado do Pará, publicado em 1916, fazia referência ao “Palacete Miranda Corrêa dos engenheiros Maximino e Antonino Corrêa”. A construção preserva características arquitetônicas e elementos decorativos que remetem à trajetória da família, incluindo referências presentes em sua fachada.

Depois de décadas afastado da dinâmica da cidade, o palacete deverá voltar a ganhar circulação e visibilidade.

O Palacete Miranda Corrêa foi uma presença silenciosa na movimentada Avenida Governador Magalhães Barata. (Fotos: Reprodução @luisdiasbelem)

Entre o antigo e o contemporâneo

A proposta prevê a integração da arquitetura histórica a uma nova estrutura destinada ao funcionamento da concessionária. A ideia é adaptar o imóvel a uma função contemporânea sem perder sua relação com a paisagem e a memória arquitetônica de Belém.

Na avaliação técnica da Secult, as intervenções não devem comprometer a ambiência nem a visibilidade dos bens tombados pelo Estado localizados no entorno. O parecer favorável emitido para o projeto tem validade de 12 meses.