Pele, rugas, pelos, expressões e olhares que parecem acompanhar cada movimento do visitante. A exposição Hiper-Realismo no Brasil chega à CAIXA Cultural Belém com uma proposta que vai além da contemplação: provocar reflexões sobre a relação entre arte e realidade. Inédita no circuito artístico da capital paraense, a mostra reúne esculturas do artista Giovanni Caramello e impressiona pelo alto grau de realismo.
Para a curadora de arte Vânia Leal, a exposição representa um marco para a cena cultural da Amazônia por apresentar, pela primeira vez em Belém, a linguagem do hiper-realismo.

O que o público encontra na exposição
Mais do que reproduzir o corpo humano com precisão, a mostra questiona os limites entre o real e a representação. As esculturas revelam detalhes como textura da pele, rugas, pelos e expressões que despertam, ao mesmo tempo, familiaridade e estranhamento.
Segundo Vânia Leal, essa é a essência do hiper-realismo, provocar uma experiência que mexe com a percepção do visitante.
"O visitante se depara com figuras extremamente realistas, que despertam reconhecimento, surpresa e até um certo desconforto. É uma linguagem que convida à reflexão".

Por que a mostra é inédita em Belém
Depois de passar por diferentes cidades brasileiras, Hiper-Realismo no Brasil chega à capital paraense como a primeira grande exposição dedicada ao hiper-realismo no circuito artístico local.
Para a curadora, a mostra amplia o acesso do público amazônico à arte contemporânea e fortalece a programação cultural da cidade.
"É um acontecimento muito significativo para Belém. Muitas pessoas terão o primeiro contato com essa linguagem artística justamente nesta exposição".
Esculturas que parecem devolver o olhar
Um dos aspectos mais marcantes da mostra é a sensação de que as esculturas estabelecem uma relação direta com quem as observa. Inspirada em referências da história da arte e da psicanálise, a curadoria propõe uma experiência em que o visitante não apenas contempla as obras, mas também se percebe diante delas.
"A impressão é que você olha para a escultura, mas ela também devolve o olhar. Esse encontro entre obra e espectador é um dos pontos mais marcantes da exposição".
Diferentemente das representações idealizadas do corpo humano, o hiper-realismo evidencia marcas, imperfeições e características que aproximam as esculturas da realidade.

‘Estudo’: obra revela como nasce uma escultura hiper-realista
Além das esculturas finalizadas, a exposição apresenta a obra Estudo, que revela parte do processo criativo de Giovanni Caramello.
A peça preserva marcas da modelagem e pontos de referência utilizados durante a construção da escultura, permitindo que o público compreenda as etapas do trabalho antes da finalização.
Segundo Vânia Leal, esse espaço tem caráter didático e convida à reflexão.

"Mais do que observar o resultado final, o visitante entende como a obra é construída e é convidado a refletir sobre quando, de fato, começa uma obra de arte".
Com dez esculturas em exibição, incluindo obras inéditas produzidas especialmente para esta edição, Hiper-Realismo no Brasil transforma a visita à CAIXA Cultural Belém em uma experiência que une técnica, sensibilidade e reflexão, convidando o público a enxergar a arte, e a si mesmo, sob uma nova perspectiva.

Comentários
Neal Adams
July 21, 2022 at 8:24 pmGeeza show off show off pick your nose and blow off the BBC lavatory a blinding shot cack spend a penny bugger all mate brolly.
ReplyJim Séchen
July 21, 2022 at 10:44 pmThe little rotter my good sir faff about Charles bamboozled I such a fibber tomfoolery at public school.
ReplyJustin Case
July 21, 2022 at 17:44 pmThe little rotter my good sir faff about Charles bamboozled I such a fibber tomfoolery at public school.
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