Percorrer o 3º andar da CASALIV é encontrar diferentes maneiras de transformar referências, memórias e elementos da natureza em espaços que convidam a permanecer. Entre casas inspiradas nas origens amazônicas, ambientes de convivência, tecnologia, hospitalidade e paisagismo, o andar constrói um percurso em que arquitetura e identidade se encontram em novas interpretações do morar.
Arquitetura que parte das origens
O percurso começa pelo Living Origens, de Ana Cecília e Patrícia Matos, projeto que transforma referências, afetos e escolhas pessoais em uma nova forma de morar. Como o próprio nome anuncia, o ambiente parte da relação com a terra, a memória e a essência para construir sua identidade.
Na sequência, a Casa de Praia, assinada pelo arquiteto Helder Coelho, leva para dentro da CASALIV a atmosfera do litoral paraense. Inspirado na residência "Pé na Areia", projetada pelo arquiteto em Salinópolis, o ambiente busca mais do que reproduzir visualmente uma casa de praia: a intenção é criar a sensação de estar diante de uma.
Materiais, mobiliário, tecnologia e elementos desenvolvidos especialmente para o espaço ajudam a construir esse cenário imersivo, em uma proposta que Helder define pela busca do “realismo”.
A Casa das Ilhas, de Maíra Cavalca, parte de uma relação ainda mais direta com as referências regionais. A arquiteta olha para a arquitetura vernacular das ilhas paraenses como fonte de inspiração, incorporando cores, materiais, formatos, cheiros, sons e memórias à composição.
O projeto busca ressignificar esses elementos a partir do design e da sofisticação, sem perder a conexão com aquilo que é próprio da região. A ideia de pertencimento atravessa o ambiente e transforma referências amazônicas em uma linguagem contemporânea de interiores.
Natureza, gastronomia e tecnologia
Na Cozinha Gourmet Raízes, Thais Brito e Daniel Teixeira, da DT Arquitetura, interpretam a Amazônia por meio da materialidade, da vegetação, da paleta de cores e das formas. A proposta não reproduz literalmente a paisagem, mas traduz sua diversidade e sensibilidade em um espaço que combina preparo, convivência, permanência e contemplação.
A vegetação participa ativamente da composição e mantém uma relação visual com os demais ambientes. Madeira, tons terrosos e a relação entre luz e sombra completam a interpretação da floresta como paisagem, matéria e experiência sensorial.
Já o Lugar de Silêncio: Hall e Lavabo Hi Tech, assinado por Adalberto Burlamaqui e Roberta Mulatinho, aproxima tecnologia, design e reconexão sensorial. O projeto parte do desafio de criar um espaço integrado e amplo, mas capaz de surpreender, tendo a privacidade como uma das questões centrais.
No lavabo, a transparência dos vidros é controlada por uma película inteligente, enquanto a iluminação cênica e dimerizável e as texturas naturais em tons terrosos ajudam a criar uma atmosfera de relaxamento e introspecção.
O quartzito brasileiro Perla Santana também ganha protagonismo, presente nas paredes e no banco esculpido do hall. A peça, além de marcar visualmente o espaço, permite carregar o celular por indução e acessar o painel de controle da automação. No lavabo, espelho inteligente, torneira por sensor e outros recursos tecnológicos ampliam a proposta de um ambiente em que a inovação está integrada ao uso cotidiano.
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O tempo como parte da experiência
O Apartamento Hotel Boutique, da arquiteta Tuane Costa, parte da ideia de desacelerar. Sob o conceito de “o luxo de não ter pressa”, o projeto aproxima nostalgia e desejo de viver o novo em uma proposta de hospitalidade que valoriza a permanência.
A ideia também aparece na Escada Entre Tempos, da paisagista Ana Carla Feitosa. O espaço de circulação deixa de ser apenas passagem e passa a estimular pausa, percepção e contemplação. A vegetação dialoga com a intervenção artística de Petchó Silveira e constrói uma narrativa sobre natureza, arte e passagem do tempo.
Embora partam de propostas distintas, os dois ambientes se aproximam ao colocar a relação com a natureza e a percepção do tempo no centro da experiência. No terceiro andar, a arquitetura deixa de ser apenas cenário para incorporar memória, identidade, tecnologia e paisagismo a diferentes maneiras de estar e permanecer.
A CASALIV, andar por andar
No 3º andar, a CASALIV reúne projetos que partem das origens, da natureza e das memórias para criar diferentes formas de experimentar os espaços. Entre referências amazônicas, tecnologia, gastronomia, hospitalidade e paisagismo, cada ambiente propõe uma maneira particular de relacionar arquitetura e vida cotidiana. Conheça o que tem no 4º andar da CASALIV.
CASALIV, uma experiência viva inédita em Belém
Com mais de 2 mil metros quadrados, a mostra ocupa a antiga sede da construtora Leal Moreira, na esquina da Rua João Balbi com a Avenida Visconde de Souza Franco, no bairro de Nazaré, em Belém. Ao todo, 50 profissionais participam desta primeira edição do projeto.
Um passaporte para viver a CASALIV
A proposta também está refletida no formato de acesso. O ingresso integral custa R$ 190, mas a CASALIV oferece condições especiais de acesso:
Acesso LiV - No valor de R$ 95, garante uma entrada para visitar a mostra uma vez, mediante as condições promocionais de lançamento para quem segue @casaliv_ e @portalerevistaliv.
Passaporte Club LiV - Também por R$ 95, a modalidade permite retornar à CASALIV quantas vezes quiser durante o evento, com acesso às atividades e programação da mostra, além de condições especiais, ofertas e benefícios relacionados aos parceiros Diamante e Ouro.
A meia-entrada legal também custa R$ 95 e é destinada a estudantes, idosos, professores e demais beneficiários previstos na legislação. As modalidades de desconto não são cumulativas. Compre o ingresso aqui!
Funcionamento
A CASALIV funciona todos os dias, das 17h às 22h. As operações gastronômicas e o Clube Secreto Breton têm funcionamento estendido de quinta a sábado até as 23h, conforme a programação.
Com a abertura ao público, a CASALIV passa a fazer parte da agenda de Belém até 29 de dezembro e convida a cidade a percorrer seus ambientes, descobrir novos olhares sobre a arquitetura e experimentar uma mostra pensada para ser vivida mais de uma vez.
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