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Turismo pet friendly ganha espaço no Brasil e amplia oportunidades para destinos, negócios e famílias

Viajar com o pet deixou de ser apenas uma preferência de tutores e passou a movimentar destinos, hospedagens e negócios no Brasil. Com a demanda por experiências que incluam cães e gatos em alta, cidades começam a adaptar espaços e serviços para receber esse público, enquanto o setor público amplia o mapeamento e a criação de diretrizes para o turismo pet friendly.

Uma pesquisa realizada pela Booking.com em 31 países mostra que 46% dos brasileiros consideram a receptividade aos animais na hora de escolher o destino de férias. Na escolha da hospedagem, o índice chega a 43%, acima da média mundial, de 31%. O movimento acompanha a força do mercado pet brasileiro. Segundo a Abinpet e o Instituto Pet Brasil, o setor movimentou R$ 75,4 bilhões em 2024 e deveria chegar perto de R$ 78 bilhões em 2025.

Destinos ampliam estrutura para receber pets

Embora o turismo pet friendly ainda esteja em desenvolvimento no país, algumas cidades já avançaram na oferta de hospedagens, restaurantes, atrativos e espaços públicos preparados para animais.

Em São Paulo, Santos, Socorro, Águas de Lindóia, Amparo, Lindóia, Monte Alegre do Sul e Serra Negra estão entre os destinos reunidos no guia estadual de turismo pet friendly. Santos, por exemplo, permite cães em um trecho da Praia do José Menino desde 2022, dentro de horários e regras específicas. Já Socorro mantém um projeto que reúne poder público e empresários para preparar hotéis, restaurantes e passeios para esse público.

Setor ganha atenção do poder público

O avanço do segmento também chegou ao governo federal. Em 2026, o Ministério do Turismo, em cooperação internacional com a Unesco, iniciou um estudo técnico para elaborar um diagnóstico do turismo pet friendly no Brasil.

A iniciativa pretende mapear a oferta nos 26 estados e no Distrito Federal e subsidiar políticas públicas para qualificar o segmento. O projeto também prevê um Manual de Boas Práticas para empreendedores e gestores e um Guia Nacional de Turismo Pet Friendly para tutores.

Para que um estabelecimento seja de fato pet friendly, porém, não basta permitir a entrada dos animais. É necessário preparar equipes, adequar espaços, estabelecer regras e protocolos de higiene e considerar a convivência entre clientes com e sem pets.

Do lado dos tutores, a viagem também exige planejamento. É importante verificar as regras de cada destino, manter vacinação e identificação atualizadas, respeitar os limites do animal e garantir condições adequadas de transporte e conforto.

Além de atender a uma demanda crescente, o segmento representa uma oportunidade econômica. Turistas que viajam com seus animais tendem a permanecer mais tempo, retornar aos destinos e movimentar a economia local.