
Aíla está mudada. Ao decidir interromper o plano de tornar-se diplomata e começar a tocar na noite de Belém, em 2008, a jovem cantora se reinventou: lançou disco, virou produtora cultural, realizou festivais e shows pelo país, colecionou as mais diversas experiências, desafiou os próprios limites e agora veio parar na maior capital do país. “Desde a primeira vez que pisei em São Paulo, percebi que poderia realizar meus sonhos nessa cidade, e isso me trazia uma vontade enorme de mudar, experimentar”, conta. Aíla não quer pouco. Para celebrar o novo momento da carreira, a paraense lança o clipe “Preciso ouvir música sem você”, que estará disponível na internet, dia 3 de junho, através do perfil oficial da cantora no Facebook (www.facebook.com/ailamusic) e também no seu site (www.ailamusic.com).
Irônica e divertida, a música é marcada pela batida da salsa e da guitarrada paraense, e revela a cantora em suas múltiplas facetas. No clipe, Aíla encarna a feminilidade intrigante e o calor latino de Frida Kahlo, o movimento e exuberância dos parangolés de Helio Oiticica, a intensidade de Marina Abramovic, os tons coloridos e estilizados da Pop Art, o jogo interativo das estéticas tecnológicas da projeção de imagem, e a narrativa provocadora de René Magritte – um jogo de referências estéticas que cercam a cantora. “Essa música não tem a ver apenas com ouvir música sozinho, mas sim uma atitude, a possibilidade de ser livre, ser o que quiser, de valorizar o que de mais audacioso e verdadeiro há em nós, sem a interferência de outras pessoas” conta Aíla.

“Preciso ouvir música sem você”, composição de Felipe Cordeiro, abre o disco de estreia de Aíla, “Trelelê”, e reflete a sonoridade desse primeiro trabalho. “Felipe me mostrou essa canção e disse que tinha tudo a ver comigo e com a estética do meu disco. De cara, eu amei a letra. Coloquei no meu canto a força e a identidade que eu pensava para ela, um canto com notas mais graves, com estrofes mais fortes, debochadas e irônicas, e um refrão mais libertário, intenso e alegre”, lembra.
O disco revelou a jovem cantora para o país e possibilitou que ela ganhasse os palcos de importantes festivais independentes pelo Brasil, como o Quebramar (AP), Conexão Vivo (PA), Feira da Música (CE), Semana Internacional de Música de São Paulo (SP), e Levada Oi Futuro (RJ), que destaca novos talentos da música brasileira. Aíla também tem sido destaque em importantes publicações da mídia nacional.
“Tomar a decisão de seguir a carreira da música em Belém do Pará não é fácil, pelo contrário, é extremamente difícil. Não se tem perspectiva de mercado para a área cultural em Belém e muito menos nos interiores. Mas eu amo isso, então segui meu coração e fui com tudo”, conta Aíla, que começou a carreira musical em 2008, quando optou por pendurar na parede o recém-conquistado diploma em Secretariado Executivo Trilíngue e dar vazão a uma paixão antiga, que a havia conquistado ainda menina, pela influência de seu avô Alexandre Magalhães, compositor e multi-instrumentista, com quem escutava desde o rock da Jovem Guarda a Bossa Nova de Jobim, durante as férias escolares na distante Conceição do Araguaia, no sul do Pará.

“Eu sou muito feliz com o que faço, e não tem preço poder levar a identidade cultural do Pará junto comigo, no meu som, nas minhas referências, e poder mostrar que existe muita coisa legal que o Brasil ainda precisa conhecer”, celebra.
Realizado com patrocínio do Shopping Pátio Belém, via Lei Municipal de Incentivo à Cultura Tó Teixeira, o videoclipe tem roteiro e direção da paraense Carolina Matos. No enredo, Aíla acorda e se vê sozinha em casa. A partir daí, inicia um jogo em que percorre vários cenários e em cada um deles assume uma nova personagem. “Na verdade não são outras pessoas, mas as várias faces dela mesma”, conta Carol. “A cena do ‘Ceci n'est pas une pipe’ é muito marcante, pois é onde temos uma Aíla nua, no meio de um closet, cheio de possibilidades, segurando um quadro que é um marco da arte conceitual. Quando Magritte desenha um cachimbo e diz que isso não é um cachimbo, é o mesmo que derrubar todas as fronteiras e abrir pra todas as possibilidades. A Aíla não é só uma, ela é quem ela quiser ser, da forma que ela quiser ser”, diz.
Para dar forma ao roteiro, foram necessários quatro meses. O trabalho, gravado em São Paulo, mobilizou uma equipe formada por 13 paraenses, 3 paulistas e um cearense. O resultado, para Carolina, extrapola a intenção de videoclipe e se revela um manifesto da artista. “Aíla é um ponto de cor na cidade cinza, ela é a transgressão dela mesma. ‘Preciso ouvir música sem você’ não pretende ser só um clipe, mas ser uma possibilidade de Aílas, em forma de clipe, todas em uma só", declara.

Serviço: Lançamento do clipe “Preciso ouvir música sem você”, de Aíla, dia 3 de junho, no perfil oficial da cantora no Facebook (www.facebook.com/ailamusic) e também no seu site (www.ailamusic.com).
