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Pop eletrônico industrial
A dupla Strobo é formada por Léo Chermont (em destaque) e Arthur Kunz

Sintetizadores, riffs e guitarras distorcidas. Programações e uma bateria que oscila entre o compasso e o descompasso.  Em meio a botões e instrumentos, a dupla Strobo experimenta sons e efeitos sem qualquer medo e passa longe de rotulações. Os músicos Léo Chermont (guitarra) e Arthur Kunz (bateria) fazem rock, pop, música eletrônica e brincam com a sonoridade regional neste projeto que está na ativa há apenas um ano, mas já coleciona fãs e elogios da crítica especializada.

Rumo a uma mini turnê, no Rio de Janeiro, a dupla está em ótimo momento da carreira. Na bagagem, já acumulam dois EPs virtuais, um clipe veiculado na MTV e o primeiro disco. A parceria pode parecer novidade para os desavisados, mas Léo e Arthur se conhecem desde a adolescência e já participaram de diversos projetos juntos - como a banda 'Metaleiras da Amazônia' e o grupo 'Floresta Sonora'.  Um percurso que esbarrou em diversos estilos musicais, mas sempre foi pautado pelo experimentalismo.

Na entrevista concedida ao site da Revista Leal Moreira, a dupla fala sobre o trajeto já percorrido, planos para 2012 e a estética peculiar do Strobo. No bate papo, os músicos também comentam a cena local e seus efeitos fora do Estado.

Vocês dois já têm um histórico de parceria. Como essa interação tomou forma?
Léo - Começamos a trabalhar juntos com o 'Metaleiras da Amazônia', depois em algumas bandas de base, como a do compositor Felipe Cordeiro, entre outras. Mas nossa relação realmente se estreitou depois que tocamos em uma banda instrumental, o 'Floresta Sonora'. Era um power trio, composto por nós dois e o MG Calibre no contrabaixo.

Arthur - O MG Calibre parece ter uma visão especial. Eu e ele tínhamos um projeto de jazz e ele também tocava com o Léo, em projetos que tinham mais a pegada rock and roll. Foi ele que resolveu nos unir no 'Floresta Sonora' e  foi assim que eu e o Léo descobrimos que existia uma afinidade musical entre a gente %u2013 até porque já nos conhecíamos há muitos anos, desde os tempos de escola.

O Strobo tem uma identidade diferente dos demais trabalhos que vocês já participaram. Como vocês chegaram nessa fórmula?
Arthur - O 'Floresta Sonora' foi um projeto que estourou em 2009, com alguns shows que fizemos pela cidade. Logo depois eu morei três meses na Itália. Quando voltei ainda chegamos a nos apresentar mais algumas vezes.  Mas eu comecei a sentir que a liberdade de fazer algo totalmente free, sem ensaio ou roteiro, estava me limitando também. Senti saudade de compor. Aí chamei o Léo para fazermos um novo projeto, em que pensássemos em temas, em composições. Eu já tinha a ideia de trazer batidas eletrônicas em um novo projeto, que era uma técnica que eu já usava em trio de jazz que participei. Eu queria experimentar esses efeitos em uma linha mais pop. Foi assim que o Strobo nasceu.

O Strobo tem uma estética musical e visual bem autêntica. Da onde vocês sugam referências?
Léo- Eu e o Arthur trabalhamos com música há muito tempo. Já tocamos e produzimos muitos artistas, bandas... Já nos apresentamos em muitos lugares e, principalmente, já tocamos muitos estilos. O nosso som traz essa mistureba de referências. O interessante é que chegamos aqui de forma muito natural. Decidimos fazer música pop eletrônica porque o caminho nos trouxe até aqui. Somos muito ligados com a novidade do mercado fonográfico, principalmente no que diz respeito à equipamentos e técnicas que sejam inovadoras, que possam acrescentar coisas legais à música. Mas a verdade é que quando vamos compor não existe conceitos pré-estabelecidos em nossa cabeça. É um processo que vai fluindo mesmo.

Arthur - Quanto à estética visual do nosso projeto, nós tentamos abribuir à nossa imagem uma relação com a cidade, com o industrial. A música eletrônica tem essa pegada. Então apostamos em elementos que remetam a isso. Somos bastante envolvidos com todo o processo artístico tanto das nossas capas, como dos ensaios e clipes. Mas isso não é algo engessado. A gente sempre tá pensando em coisas novas também.  Nos nossos clipes isso fica claro. O primeiro, da música "Dance", somos nós dois tocando com uma projeção sobre o palco, já o clipe de "Bizarro Dance Club", estamos em um cenário totalmente desconstruído.

Vocês estão em um momento muito legal da carreira, tendo, inclusive, uma visibilidade considerável fora do Estado. O clipe do Strobo está na MTV e vocês também gravaram um programa na Multishow. Como vocês estão conseguindo espaço nesse circuito tão distante de Belém?
Léo - Nós conseguimos isso pelo nosso suor mesmo. Nosso disco é uma produção independente, não ficamos esperando editais para conseguir materializar nosso projeto, sabe. A gente juntou forças para produzir nosso primeiro disco. Esses shows que faremos no Rio de Janeiro são pela Funarte, por exemplo. Conseguimos isso divulgando nosso trabalho em festivais pelo país.

Arthur - Toda vez que saimos de Belém para tocar com alguém levamos o disco do Strobo, que, atualmente, é mesmo nosso principal projeto.  A gente tem muitos contatos, exatamente por todos estes anos trabalhando na cena musical, em que atuamos não só como músicos, mas como produtores também. Isso nos fez entender como funciona esse mercado.

Léo - A música paraense tá muito bem vista fora do Estado. O que a gente tentar fazer é não se apropriar do comum para fazer musica que tenha o toque regional. O que eu acho é que muitos artistas fazem coisas previsíveis, não experimentam com técnicas novas. A gente quer se destacar por experimentar.

Quais são os planos para 2012?
Arthur- Temos uma meta muito específica: começar a circular pelos grandes festivais de música eletrônica do mundo. Então vamos trabalhar para isso, queremos circular e produzir coisas novas.


Com exclusividade, o site da Revista Leal Moreira apresenta uma nova música do Strobo, que integra o repertório do próximo Ep da dupla. Confira:

Assita o clipe da música Bizarro Dance Club que está na programação da MTV:

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Para saber mais sobre o projeto acesse: www.bandastrobo.com

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