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Reais perspectivas (consultoria: Aretusa Remor)

O mundo passou por revoluções significativas na última década – do surgimento dos smartphones e tablets aos softwares que prometem, entre tantas outras benesses, simplificar o cotidiano das pessoas. Não poderia ser diferente com a Arquitetura, o paisagismo, design de interiores e decoração de ambientes, com foco – exclusivo – no bem-estar dos clientes, buscando atender suas necessidades, satisfazer seus desejos. Nos últimos dez anos a rotina profissional também mudou muito! Passa-se tanto tempo no ambiente de trabalho que, não raros são os casos, o pedido é que a casa seja um ambiente acolhedor, que reúna ambientes distintos e que haja áreas de convergência, de convivência.

Para permitir que o cliente possa vivenciar seu sonho muito antes de ele tornar-se realidade, os profissionais das áreas envolvidas utilizam perspectivas tão realistas, que muitas delas chegam a desafiar nossos sentidos. “É fotografia?” – é a pergunta que mais ouço. “Não, não ainda. Mas já é o seu sonho, porque depois de pronto, é exatamente assim que sua casa/seu ambiente vai ficar”, costumo responder. Para chegar a essa apresentação, o arquiteto/designer/decorador/paisagista procura estabelecer um paralelo entre os desejos de seu cliente e as tendências de mercado. O primordial é que o cliente seja ouvido e compreendido – ainda que ele tenha apenas uma vaga ideia do que quer.

Uma maquete eletrônica, digital ou virtual é criada utilizando um software de modelagem 3D, para que o cliente possa antever o resultado vindo de uma ideia inicial, trazendo-o para o mais próximo da realidade. Para isso se utilizam recursos que manipulam cores, texturas, luz, volume entre outros diminuindo assim o risco de “erro”, evitando, desta forma, surpresas desagradáveis.

Nesta estreia que marca um novo modelo da seção “Décor”, dentro da Revista Leal Moreira, você – leitor e convidado especial desta bela edição de 10 anos – será conduzido aos projetos de três times, com estilos e propostas diferentes. Observe quão realistas são as perspectivas e o resultado final.

Esperamos que vocês gostem!

Até a próxima edição!

 

Elisa Cardoso e Natalia Jacob

Buscamos fazer um projeto moderno e atual (e ao mesmo tempo acolhedor), conforme as solicitações do morador. Para isso, analisamos todos os pedidos do proprietário do apartamento. Fizemos várias intervenções no apartamento e o deixamos muito diferente do original (entregue pela construtora). Como os ambientes eram muito pequenos e o morador precisava de espaço e amplitude, optamos por retirar a sacada, integrando-a a sala de estar, e também retiramos a parede da cozinha, criando assim, uma cozinha americana, mais adequada ao estilo de vida do dono. Originalmente, o apartamento possuía três quartos – sendo dois deles suítes. Retiramos o  quarto simples para aumentar uma das suítes e o banheiro principal da casa – e ainda houve espaço suficiente para criar um closet.Já a outra suíte (a dos filhos) ganhou mais espaço ao ser integrada à sacada. Ah, outro aspecto que vale a pena enfatizar é o elemento predominante no apartamento: as pedras naturais – que podem ser encontradas nas áreas sociais, sala e o lavabo. Em relação à paleta de cores utilizada, na suíte máster, o local de descanso do morador, por exemplo, a base é o cinza, mas com matizes mais escuras para proporcionar aconchego e acolhimento. Podemos perceber essa característica até no espelho, que é fumê. Para quebrar um pouco a frieza dos materiais, colocamos um painel de madeira de demolição atrás da cama.

 

Milena Farag,

Alessandra Cavalcante

e Raysa Silveira

Para nós, arquitetos, conceber um espaço em duas dimensões e conseguir visualizá-lo em volumetria – apenas olhando a planta baixa é parte de um aprendizado que vem desde a graduação e só se aprimora com o exercício profissional. Porém, para o cliente, pode ser mais difícil entender a concepção global do projeto apenas olhando sua planta. Neste sentido, a maquete eletrônica é uma ferramenta maravilhosa para que o cliente possa visualizar o ambiente final antes de sua execução e ter mais segurança nas escolhas feitas. Além disso, podemos fazer ajustes no projeto, solucionando problemas de composição que não puderam ser percebidos no projeto em 2D.

 

Caique Lobo

Esse foi o projeto de uma suíte desenvolvida para uma jovem de 26 anos. Levando em conta o estilo clássico da residência, optou-se por manter a mesma linha na suíte - sempre levando em consideração os desejos e predileções da cliente pelos tons pasteis. Como anteriormente a suíte era dividida por duas irmãs, a proposta foi trabalhar de forma que pudéssemos explorar mais os espaços que ‘sobraram’ com a retirada de uma cama e uma bancada de estudos. Com isso foi possível aumentar a dimensão da cama e da área de trabalho e, automaticamente, ganhamos um espaço mais confortável para a jovem, onde a amplitude do ambiente ficou como o foco do projeto - além do espelhamento na parede lateral. Como a mudança no quarto foi bem radical,  permanecendo apenas o piso, a maquete foi utilizada para dar garantia do resultado final do projeto proposto... facilitando ainda mais a visualização e entendimento do mesmo”. Caíque Lobo, arquiteto

 

Gabrielle Vieira

Utilizo como ferramenta fundamental a maquete eletrônica: ela possibilita que todos os detalhes arquitetônicos e de decoração sejam definidos com mais precisão, dando ao cliente uma segurança maior. Depois de ouvi-lo/la, apresentamos opções de estilos de decoração e de acordo com as suas opiniões determinamos um conceito. Neste projeto, o perfil da cliente era de uma pessoa sofisticada, que desejava um ambiente limpo, toques de fibras regionais e tecidos crus. O conceito foi definido como rústico chique.

Como o piso entregue pela construtora era cerâmico, utilizamos um recurso de aplicar sobre ele um outro piso vinílico, com padrão amadeirado. Escolhemos um tom de madeira e o utilizamos em todos os compartimentos.

Demos destaque para os acabamentos rústicos, como o painel em pedra. Outro recurso utilizado foi a colocação de espelhos em pontos estratégicos – inclusive utilizando-o de maneira irreverente, como foi no caso de ser “revestimento” do forro da cozinha. A iluminação foi outro ponto marcante: demos destaque as luminárias em fibras naturais.

Todo o mobiliário escolhido teve como maior preocupação o conforto e a elegância do linho e da camurça.

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