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Semana de Alta-Costura de Paris começa com estreias aguardadas e coleções que unem arte, ciência e tradição

Paris voltou a ser o centro das atenções da moda mundial com o início da Semana de Alta-Costura de inverno 2026. A temporada, que começou nesta segunda-feira (6) e segue até a quinta-feira (9), eúne 30 grifes no calendário oficial e marca algumas das estreias mais aguardadas do ano, além de apresentações que reforçam o caráter artístico da alta-costura ao aproximar moda, tecnologia, ciência e artes plásticas.

Entre os principais destaques da edição estão as primeiras coleções de alta-costura assinadas por Pierpaolo Piccioli para a Balenciaga e por Duran Lantink na Jean Paul Gaultier. Também estreiam na programação o estilista indiano Manish Malhotra e a marca Standing Ground, comandada pelo irlandês Michael Stewart, vencedor do Prêmio LVMH de 2024 na categoria Savoir-Faire. Nomes como Matthieu Blazy, na Chanel, Jonathan Anderson, na Dior, e Silvana Armani, na Armani Privé, também estão entre os desfiles mais aguardados da temporada.

Primeiro dia aposta em inovação e experimentação

A abertura da semana contou com nove desfiles e apresentou diferentes interpretações da alta-costura contemporânea. Bordados, volumes e construções escultóricas dominaram as passarelas, mostrando que tradição e inovação continuam caminhando lado a lado.

Na Schiaparelli, Daniel Roseberry propôs uma ruptura com códigos clássicos da maison ao apresentar uma coleção que evoluiu do preto e branco para uma explosão de cores. O estilista substituiu materiais tradicionais por látex e silicone para criar corsets rígidos inspirados na anatomia humana e incluiu peças com iluminação interna, além de aplicações de strass, pérolas e tule.

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Já a holandesa Iris Van Herpen voltou a explorar a relação entre moda e tecnologia. A coleção Sonic Starquakes apresentou vestidos desenvolvidos a partir de pesquisas sobre eletromagnetismo e plasma, incluindo uma criação capaz de gerar efeitos luminosos quando vestida e outra produzida com técnicas ligadas à física de partículas.

Dior revisita a escultura

Na Dior, Jonathan Anderson apresentou sua segunda coleção de alta-costura para a maison francesa inspirando-se na obra da escultora norte-americana Lynda Benglis. A influência aparece em tecidos plissados, superfícies metalizadas, volumes inesperados e peças que remetem ao universo da artista, além de sobreposições de camisas, casacos e vestidos como elemento central do styling.

Outro destaque do primeiro dia foi Rahul Mishra. O estilista indiano levou à passarela a coleção Devi, inspirada na figura da deusa-mãe do hinduísmo, combinando bordados minuciosos, joias aplicadas aos vestidos e referências aos relevos dos templos indianos.


Estreia elogiada

Entre as novidades da temporada, Michael Stewart fez sua estreia na alta-costura parisiense com a Standing Ground. Conhecido pelo minimalismo elegante, o designer apresentou vestidos de linhas limpas, tecidos fluidos e composições em color blocking, explorando diferentes proporções e camadas sem abrir mão da sofisticação.

Até o encerramento da semana, Paris ainda recebe apresentações de algumas das maisons mais tradicionais da moda, consolidando mais uma edição em que a alta-costura reafirma seu papel como espaço de experimentação, criatividade e excelência artesanal.